Dois pontos turísticos são interditados na Chapada Diamantina após casos de esquistossomose

Dois pontos turísticos são interditados na Chapada Diamantina após casos de esquistossomose
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Dois pontos turísticos, localizados na cidade de Lençóis, município que fica na região da Chapada Diamantina, foram interditados após uma análise detectar a presença de caramujos infectados com esquistossomose na água. Os locais interditados são utilizados para banho por moradores do município e por turistas.

 A coleta de amostras nos locais que foram fechados foi realizada após um grupo de 32 turistas mineiros ser infectado quando fazia um passeio na região, durante o carnaval. Um ponto para visitação de turistas aberto no início do ano chamado de Poção, por onde os mineiros passaram, também já havia sido fechado.

Os dois locais de banho interditados agora foram o “Poço Verde” e o “Banho da Ponte”, que fica às margens da BR-242. Segundo a secretária de Turismo da cidade, Lilian Andrade, esses locais estão no leito do Rio Santo Antônio, assim como o “Poção”, e por isso todos foram fechados. Os turistas mineiros infectados, que são praticantes de trilhas com bicicletas, só descobriram a doença dois meses após o passeio na Bahia.

“O Rio Santo Antônio recebe dejetos de comunidades ribeirinhas e foram detectados presença de caramujos contaminados nesses três pontos. A vistoria foi realizada pela Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) e pela Vigilância Epidemiológica do município.

A secretária disse que o “Poço Verde” e o “Banho da Ponte” não são locais turísticos e que são utilizados para banho somente pela população local. O Poção, por sua vez, que fica localizado dentro de uma fazenda particular do município, foi aberto por um período de três meses como atrativo turístico, mas fechado logo depois de os turistas mineiros serem detectados com a doença. “Logo quando começou a circular as informações sobre a suspeita da doença nos turistas, o proprietário [da fazenda] fechou e continua fechado até hoje”, disse a secretária.

Lilian Andrade disse que ainda não há uma previsão de quando os locais serão liberados. “Isso é imprevisível, porque, para se ter uma certeza, é preciso uma ação do poder público, não só em nível municipal, como estadual e federal. Falta saneamento básico”, destaca.

A prefeitura informou que está tomando providências para realizar uma campanha de prevenção junto à população, incluindo as escolas do município e agentes de turismo local.Fonte/G1

Esquistossomose ou Barriga-d’água

A esquistossomose é causada por platelmintos da classe Trematoda. Estes ocorrem em diversas regiões do mundo, sendo que, no Brasil, o responsável pela doença é o Schistossoma mansoni. Este tem a espécie humana como hospedeiro definitivo, e caramujos de água doce do gênero Biomphalaria, como hospedeiros intermediários.

Pessoas contaminadas permitem com que outros indivíduos adquiram a doença ao liberar ovos do parasita em suas fezes e urina, quando estas são depositadas em rios, córregos e outros ambientes de água doce; ou quando chegam até estes locais pelas enxurradas.

Na água, a larvas – denominadas miracídios – são liberadas e só continuam seus ciclos de vida se alojarem-se em caramujos do gênero Biomphalaria. Estes possuem como característica principal concha achatada nas laterais e de cor marrom acinzentada.

Esquistossomose-ciclo  Dois pontos turísticos são interditados na Chapada Diamantina após casos de esquistossomose Esquistossomose ciclo

As larvas, agora denominadas cercárias, se desenvolvem e são liberadas na água. Em contato com a pele e mucosa humanas, penetram no organismo e podem causar inflamação, coceira e vermelhidão nessas regiões. Lá, desenvolvem-se, reproduzem-se e eliminam ovos a partir de veias do fígado e intestino, obstruindo-as.

Os sintomas, quando aparecem, surgem aproximadamente cinco semanas após o contato com as larvas.

Na fase aguda (a mais comum), a doença se manifesta por meio de vermelhidão e coceira cutâneas, febre, fraqueza, náusea e vômito. O indivíduo pode, também, ter diarreias, alternadas ou não por constipações intestinais.

Na fase crônica, fígado e baço podem aumentar de tamanho. Hemorragias, com liberação de sangue em vômitos e fezes, e aumento do abdome (barriga-d’água) são outras manifestações possíveis.

O diagnóstico é feito via exames de fezes em três coletas, onde se verifica a presença de ovos do verme; ou por biópsia da mucosa do final do intestino. Há também como diagnosticar verificando, em amostra sanguínea, a presença de anticorpos específicos.

O tratamento é feito com antiparasitários, geralmente em dose única.

A prevenção consiste em identificação e tratamento das pessoas adoecidas, saneamento básico, combate aos caramujos, e informação à população de risco. Evitar contato com água represada ou de enxurrada e usar roupas adequadas ao entrar em contato com água suspeita de estar infectada são medidas individuais necessárias.

 

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